Mostrando postagens com marcador arrais amador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arrais amador. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Velejada Noturna

                Essa é a segunda parte da postagem anterior Passeio, Aventura & Emoção, caso esteja lendo aqui primeiro, comece lá.

            Depois de deixar Fabiane e Esli no Centro Histórico, flutuante do restaurante Portela, zarpamos, eu e Saraiva, rumo ao Capri, não podíamos perder tempo. Tanque cheio, retornaríamos com folga.

            2013-11-15 ► 17h30min. Era certa nossa chegada à noite. Zarpamos no motor, pois o vento e ondas ainda eram contrários, com sorte, amainaram um pouco, o que, facilitou a navegada e também a tornou mais confortável. O retorno, sem romantismo, não seria à vela.

            A noite caía devagar. Motor em aceleração moderada, funcionava perfeitamente. Estávamos na metade do caminho, com o porto de Itapoá no través de bombordo, e motor deu uma engasgada, coisa rápida; voltou ao normal. Entre olhamo-nos e, fingindo nada acontecer, continuamos. Mais alguns minutos e desligou completamente...

            Correria. Tiramos as velas do interior e iniciamos uma faina apressada. Em pouco tempo, derivaríamos. No través de boreste um enorme banco de areia e logo, se nossos procedimentos não fossem feitos com exatidão, o conheceríamos; encalharíamos. A esta hora, o sol, jazia. Abrimos a buja e tentamos encaixar o Hoje! no contra vento sem muito sucesso. Seria necessária a mestra devido ao vento ameno. Subimos a mestra e algumas rajadas nos impulsionaram, afastando o temor do encalhe na coroa. Como que por encomenda, Eolo, nos mandou algumas rajadas mais caprichadas. Por precaução, rizamos a mestra na primeira forra. Adernados, desenvolvemos maior velocidade. Em um bordo chegamos bem perto do porto de Itapoá, e assim sucedeu-se, com alguns bordos até alcançarmos a entrada do canal do Iriri, no Capri.


Porto de Itapoá visto de nosso barquinho adernado


Eu e Saraiva vivenciando a primeira velejada noturna

            Saraiva, habilidosamente, fez a entrada no canal passando bem ao centro, distante das bóias, que não são iluminadas. Uma vez lá dentro desviamos de alguns barcos de pesca ziguezagueando entre eles. Os pescadores disparavam flashes de suas lanternas sinalizando sua posição para demonstrarem sua presença. Quando passávamos por eles, davam “gritinhos” como que cumprimentando e comemorando as manobras. Assim, contra o vento, de bordo em bordo, fomos chegando ao flutuante do Hoje!, mais ao fundo. Quando do último bordo, com o vento fraco, encalhamos. Ainda tentamos fazer um contra bordo, mas seria inútil.

            Estávamos cansados, não havia ninguém por perto para auxiliar. O flutuante ficava há algumas braçadas. Saraiva preparava-se para nadar até uma bateira próxima, quando ouvimos pelo rádio o pessoal do Capri Iate Clube conversando entre si. O rádio! Esquecêramos de usar o rádio do barco! Contato feito, Donato, marinheiro do clube, encosta em nossa popa. Que mão na roda... digo, vela! Fez nosso embarque providencial no flutuante. Agradecemos. Despedi-me do Saraiva e voltei com pressa para casa, preocupado com a Luciane e as crianças, que já sabiam de tudo, pois acompanhavam a aventura via celular. No outro dia voltaríamos para recolocar o Hoje! em seu lugarzinho.

            Obrigado a Fabiane e Esli, ao Saraiva pela aventura, à Luciane, novamente pacienciosa e às pessoas coadjuvantes na história,  sem as quais, nada disso seria possível.

            Sinto que toda vez que saio para o mar em nosso barquinho, aperto o botão de turbo na aprendizagem da vida. Incrível quantas coisas são possíveis de vivenciar e aprender num barco à vela. Tudo está acontecendo muito rápido e pude, muito antes do que imaginei, velejar à noite. Experiência ímpar! Um misto de mistério, emoção e paz.

            É com esses sentimentos que me despeço, almejando a você bons ventos e que atraque a um porto seguro depois de uma velejada vitoriosa!


            Abraços desde a Babitonga.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Preparativos

“Quem vai ao mar, avia-se em terra.” Provérbio português

Há um tempo que não escrevo no blog e com a “cobrança” dos colegas marinheiros, Ricardo Stark e Juca Andrade, não pude deixar passar. Esse tempo que passou desde a primeira velejada solo foi de muito aprendizado. Quando chegamos com o Hoje! por terra no balneário do Capri tivemos o prazer de conhecer um senhor chamado Cesar. Sabe aquelas pessoas que tem um sonho (e dos grandes) e começa a colocar em prática mesmo sabendo de todas as dificuldades e perrengues? Mesmo sabendo que poderão chamá-lo de louco (e chamam) e assim mesmo mantém sua fé inabalável? Poderia me alongar em adjetivos, mas, um só resume: personalidade. Já confidenciei ao Cesar que ele lembra o meu avô pelo caráter mas, é jovem, e a comparação termina por aqui. Ele merece uma postagem só com sua história, e, no momento adequado, ela nascerá.


Nosso barquinho atracado ao flutuante

Durante essa lacuna cronológica estivemos empenhados, Cesar e eu, na manutenção do pequeno Volvo Penta de 7,5 cv de centro. Na verdade é um Honda de rabeta, marinizado pela Volvo. É um motorzinho interessante e muito bem construído, segundo o Cesar, profundo conhecedor de mecânica, disse só não ser perfeito por que não é a diesel. Com uma paciência e experiência que eu nunca havia presenciado antes, ele foi descobrindo os meandros e facetas do motorzinho e explicando-me como o mesmo funciona, absorvi de acordo com minha bagagem, que não é muita. Algum conhecimento sobre mecânica tenho, resquício de uma adolescência vivida numa cidade grande, onde tudo gira em torno de automóveis.

O trabalho no motor findou. A partida, que é manual, idem ao de um motor de rabeta, é feita com facilidade. Está girando bonito, até o som mudou. A bomba de combustível, que originalmente era mecânica, foi substituída por outra elétrica. O principal é que agora ele está refrigerando, ou seja, a água salgada entra, através dos dutos, e mantém a temperatura adequada. A parte elétrica do motor foi inteiramente revisada e a bateria, desta forma é carregada, toda vez que o motor está funcionando.


Desenho do motor de centro

Como essa parte estava praticamente revisada, saímos, ali mesmo, no canal do Iriri, para uma velejada curtinha para um teste. Tão logo desatracamos, Cesar desligou o motor. Fiquei curioso, mas é assim mesmo, ele é daqueles velejadores que só usam o motor quando não há outra alternativa. Pensei que chegaríamos ao meio do canal com o motor e depois içaríamos as velas. O vento estava nos empurrando contra o flutuante onde o Hoje! estava atracado, então Cesar utilizou o motor para nos livrar dele, e então já o desligou. Fiquei apavorado, pois ao nosso lado, em outro flutuante, estava atracado um iate, e o vento, que não era ameno, nos empurraria em direção a ele. Quase que como mágica, Cesar domou o barquinho e nos safou habilidosamente. Demonstrou em alguns poucos minutos sua experiência, habilidade, e consequentemente, facilidade no trato do barco. Demos alguns bordos, pois o vento assim exigia. Conhecedor do lugar, chegávamos bem perto dos baixios e então cambávamos. Incrível como a experiência traz consigo a tranquilidade. Para nosso deleite, rajadas mais fortes e constantes começaram a entrar, estávamos voltando. Usávamos só a Buja (vela da frente). Com aquelas rajadas ganhamos um pouco mais de velocidade, durante esse retorno, Cesar me explicava que a vela precisava ser esticada não só lateralmente, mas também para baixo, e mostrava-me isso tensionando-a nessa direção. Isso aumentava o desempenho do barquinho (mais uma coisa que deveremos adaptar). Para minha surpresa e empolgação, chegaríamos no flutuante à vela, sim, é isso mesmo, para quê motor? (risos) Engraçado como coisas tão simples nos empolgam tanto. Entre ter uma ideia e poder colocá-la em prática é um caminho longo, e isso, estava vivenciando ali.

Em nossa sociedade, atualmente, dada nossa cultura equivocada, estamos perdendo o hábito de reverenciar os mais maduros e experientes. Acreditamos, incautos, que esses não têm nada a nos ensinar. Um desperdício! E pasmem, eles estão lá pra nos ensinar, contam com gosto sobre todas as aventuras que tiveram, basta pararmos pra ouvir, é simples. Cabe aqui, nossa demonstração de gratidão profunda ao Cesar, que nos ajuda, nos cobrando apenas dedicação, doando sua experiência, tempo e paciência. Posso afirmar com certeza que a vida por aqui seria bem mais difícil sem sua ajuda, meu amigo, obrigado!

Estamos revisando as velas. A buja, provavelmente, será trocada por uma Genoa 150%, e vamos fazer um exame na Mestra. Quiçá o Hoje! ganhará um novo jogo de velas, não é pra menos, coitado, desde que nasceu não sabe o que são velas novas, essas que estão nele são da velaria Pelicano, extinta há algum tempo.

Assim vamos nos despedindo. Esses dias encontrei com o Paulo Reis e ele confidenciou que nossa história é bem inspiradora e que é bom saber que alguém está fazendo isso por aqui. Obrigado pelas palavras Paulo, isso nos impulsiona!

Tenham todos bons ventos para poderem alcançar o porto que estão almejando. Abraços da família Ville Floriani, até a próxima!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Primeira velejada solo

O barco estava lá, na poita, pronto. Minha experiência ainda pífia, mas, a vontade, grande. Numa conversa entre nossa família e o Fabrício [Delphin 28 denominado Meraki], nosso vizinho de poita, tivemos a ideia de velejarmos os dois, em flotilha, cada um em seu barco.


Dias antes quando o Fabrício chegava de sua velejada solo.

Infelizmente o Fabrício, ocupado com sua mudança, não pode velejar nessa semana e não havia previsão para tal pois viajaria na outra. E aquela ideia ali, fervilhando. Se não agora, quando? Para tornar a primeira velejada solo uma realidade tive que ser honesto comigo mesmo. O plano era velejar pelo canal do Iriri até a entrada do Iate Clube do Capri e voltar até a poita. Uma meta realista, pequena, só pra poder sentir como é velejar por minha conta e risco, podendo cometer algum erro [como veremos adiante] sem nenhum prejuízo de qualquer natureza. Havia um risco, porém calculado.

         Luciane e Victor vieram comigo para prestar auxílio por terra, caso necessário.


Victor, sempre solícito, ajudou a colocar a bateira nágua

         Bateira nágua, como de praxe, chego remando até o Hoje! Lá, inicio um teste no motor que tem partida manual. Terceira tentativa e ele está funcionando. A maré vazava, ou seja, me levaria na direção pretendida, logo não precisaria “motorar” para sair, era só seguir. Seguindo os conselhos do Sr. Cesar, um dos velejadores mais experientes do Capri, usaria somente a buja. Içei-a e a deixei panejando ao vento, para que o barco ainda amarrado à poita, não fosse impulsionado. Nessa hora um dilema tomou conta de minha cabeça, ir ou não ir? Todo tipo de desculpa pairando, mas minha razão sempre contra-argumentava. Esse dilema estava quase se tornando uma novela e o final podia ser um recuo. Mais seguro assim, não? A cabeça fervilhando e eu não prestava mais atenção naquele diálogo, sim, pareciam duas vozes; eu estava dividido. Nessa hora, de uma forma um pouco provocativa e também quase hilária, começa a tocar na minha caixola “Bohemiam Rhapsody” do Queen. É isso mesmo, não me pergunte por quê. Enquanto não soltasse as amarras não sossegaria. Quando então o fiz, o refrão dizia: “Oh mama mia, mama mia, Mama mia, let me go...” Soltei então, finalmente, as amarras dando risada, aquilo não poderia ser feito de outra forma, afinal de contas, não era uma parte do sonho se tornando realidade?

Pronto, estava velejando. A maré estava vazando e naturalmente me empurrando para fora do canal, além disso a vela buja também auxiliava potencializando essa força. A esteira do barco, que é o rastro que ele deixa nágua, era prova disso.



Saída pelo canal, maré vazante e buja aberta

Rapidamente me desloquei até a entrada do Iate Clube do Capri, lugar onde faria um jaibe para o retorno. Jaibe realizado com facilidade pois o vento era ameno, agora era voltar contra a corrente e amarrar o barco à poita. No meio daquela empolgação toda, a maré baixando repentinamente, lua cheia, maior amplitude de maré do ano, afrouxo na vigília das margens do canal e de repente, o encalhe! Ainda tentei escapar mas a natureza não perdoou. Quem sabe, se tivesse passado por ali trinta minutos antes nada ocorreria. Sr. Cesar também já tinha me contado de experiências com encalhes ali por perto e disse não haver problema algum, paciência, esperar a maré subir e ir embora! O problema é que havia encalhado na maré seca, 0.0 de acordo com a tábua das marés, pra que eu saísse dali com folga teria que esperar até o outro dia, 1.7 metros acima. Como não poderia atravessar o canal nadando, pois agora é inverno, pernoitaria no barco.

         Encalhei as 16 horas da terça, a maré cheia só aconteceria no outro dia naquele mesmo horário. Clima ameno, vestia bermuda, camiseta e tinha levado um moletom na mala, que fez toda a diferença no pernoite involuntário [como o colega Juca Andrade, uma vez citou em seu blog]. Estava descalço e a noite fez frio, algumas toalhas limpas e secas serviriam de cobertor. Sem comida, tinha uma garrafa de água mineral, o que foi suficiente. A noite começava a cair, então entrou pelo canal um pesqueiro de nome Vô Luiz. A Luciane, estava em terra e pediu auxílio para o Pepê, rapazinho que trabalha com Sr. Nestor. Ele conversou com o pessoal do pesqueiro que eram seus amigos. Então vejo o pesqueiro retornando e agora vindo em minha direção. Pessoal do Vô Luiz, um barco grande, estavam com um problema na caixa de câmbio e ficaram pela minha popa, à deriva, tentando engatar já com o cabo amarrado ao Hoje! Preocupados com o engate para seguirem avante se deixam levar pela maré, e, sem notar, acabam também indo para cima do baixio. Quando se deram conta era tarde, agora éramos dois. Eu não sabia onde enfiar a cara. Encalharam a uns 100 metros de mim, evitei conversar com eles com medo de ouvir um xingão. As quatro horas da manhã, a maré subiu um pouco, o necessário para o barco deles, sem quilha, flutuar novamente. Ligaram o motor e novamente batalhavam para poder engatar avante sem muito sucesso. Quando conseguiram, me explicaram que infelizmente não poderiam me ajudar, por motivo nítido. Entendi e agradeci. Ficaram de pedir ao pessoal do Clube que me auxiliassem.

O jeito era esperar. Minha espera não foi das piores. No meio da noite abria a gaiúta da cama de proa pra verificar se tudo corria bem e era agraciado com aquele céu limpo repleto de estrelas e uma lua cheia maravilhosa. Como bem disse a Letícia [nossa filha] para a Luciane:Você preocupada com o marujo e ele assistindo o luar de camarote! O fato do barco estar encalhado o deixava adernado e isso, causava um certo desconforto, mas tudo isso foi compensado pela experiência que tinha tido e a noite de luar que estava presenciando.

         De manhã, bem cedo, acordo com um barulho. Assustado, pulo do beliche de boreste e noto que eram, garrafa, copo e detergente líquido que haviam caído por conta da inclinação ainda maior do barco devido a maré seca.


A Luciane registrou o momento da maré seca

         Voltei a dormir, um pouco mais tarde, ouço o ronco de um motor de popa que aumentava. Encostaram no barco e me chamaram, era o pessoal do clube me perguntando se estava tudo bem e se eu queria retornar à terra. Aproveitei a carona, agradecemos, eu e a Luciane. O barco estava lá, havia jogado âncora [observe a foto], então decidi ir até em casa, tomar banho, comer algo e esperar até a maré encher. A tarde, a maré estava tão alta que o barco flutuava por cima do baixio. Pepê me auxiliou com a bateira do Fabrício, que é motorizada e levamos de volta o barquinho à poita. Barco amarrado à poita, agora respirava mais sossegado. Mais uma experiência no currículo náutico e bora aprender mais!

Agradeço as pessoas envolvidas que tornam nossas aventuras possíveis e seguras, a Luciane que sempre me apoia e agora está fazendo belas fotografias. Agradecimento especial ao Sr. Cesar que me encorajou e desmistifica, com seu conhecimento as coisas relacionadas a barcos e ao mar.


         Tenham todos bons ventos e ótimas velejadas, obrigado, e até a próxima!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Fundear e Suspender

Tão importante quanto dar seguimento ao barco através das velas, é saber fundear. Para cessar o movimento do barco é necessário fundeá-lo. Abafar ou recolher as velas e, com pouco seguimento, “jogar o ferro”, ou seja, soltar âncora; fundear. É um procedimento básico e recurso primordial à segurança, por isso deve ser treinado. A melhor coisa a se fazer quando estivermos à matroca [ao sabor dos ventos e correntes] em local onde corremos risco de um albaroamento [choque com outra embarcação] é jogar o ferro. A regra de segurança diz:

·        Soltar no mínimo três [3] vezes de amarra em relação a profundidade do fundeadouro, no caso de permanecermos pouco tempo;

·      Numa eventual pernoite, serão necessários no mínimo cinco [5] vezes a quantidade em metros de amarra em relação a profundidade.

·        Na presença de corrente de maré ou ventos fortes, são soltos sete [7] vezes a profundidade:


Antes do fundeio, verificar a carta náutica e a Tábua das Marés [enchente ou vazante].

Para reforçar o “unhar” da âncora no fundo damos “máquinas atrás devagar”. Verificar então se a embarcação não está à garra, ou seja, com a âncora livre, sem função. Abaixo uma ilustração de uma âncora tipo Danforth “unhando” o fundo:


Para facilitar a localização da âncora e também como segundo recurso para suspendê-la, evitando a sua perda, usamos outro cabo denominado arinque, que é amarrado e sinalizado através de uma bóia de arinque. Um pouco maior que a profundidade em metros, deve ser o comprimento do arinque [1 + 1/3]. Num fundeadouro com outros barcos auxilia muito na segurança por fazer visualizar onde está o seu ferro e também por onde passa sua amarra, evitando outro barco [principalmente veleiros] enroscar ou cortar [hélice], causando um perrengue ou mesmo acidente.


         Para suspender o ferro, puxamos a amarra até ela ficar à pique, ou seja, em sua menor estenção, dessa forma a âncora perde sua função, desprendendo-se do fundo:



         Devemos evitar fundos de pedra, pois é praticamente inevitável a perda do ferro. Caso isso ocorra, devemos “picotear” [cortar] a amarra para nos safarmos.

       Um bom fundeadouro deve ter:

·         Profundidade adequada a nossa embarcação [evite o encalhe observando a menor profundidade na baixa-mar];

·                        Fundo sem grande declividade, caso contrário a embarcação “garrará”;

·           Fundo de boa tença [poder de prender a âncora]. Ex.: areia, lama, cascalho ou uma combinação deles;

·                     Ter espaço para o raio de giro mais o comprimento do barco. E ainda;

·                     Caso necessário apoio ou desembarque, que seja próximo de terra.



Fontes:

Bibliografia: Navegar é Fácil, 12º Edição, Geraldo Luiz Miranda de Barros;

Páginas para eventual consulta ou aprofundamento: